1.31.2011

Reabilitação da cidade de Bruno Taut pelos arquitectos comtemporâneos





A reabilitação dos conceitos dos edifícios Hufeisensiedlung em Berlim de Bruno Taut 1925 é urgente!
Berlim foi profundamente destruída na primeira guerra mundial.
No pós-guerra era importante realojar as populações e aproveitar a oportunidade para construir uma cidade melhor, mais amiga do ambiente e da natureza e com a escala adecuada de habitação serviços, comercio e indústria. Bruno Taut foi convidado para o projecto que ficou conhecido como ferradura: "Hufeisensiedlung".
Nos nossos dias é importante reabilitar estes conceitos e recentrar a arquitectura no seu objeto: "as pessoas". Esta é a lição que urge reabiltar do arquitecto Bruno Taut. O projecto Hufeisensiedlung traduz essa esperança da arquitectura como modo de reacionar o homem com a natureza.
A reabilitação desta naturalidade é a lição do arquitecto Taut, num mundo pleno de excentricidades estéticas a arquitectura verdadeiramente inovadora é aquela que verdadeiramente melhora a qualidade de vida do cidadão!
P.S.: Quando desenvolvo o tema da reabilitação de edifícios com outros arquitectos este projecto foi profundamente debatido pois considerámo-lo como um exemplo de qualidade urbana.

12.28.2010

Arquitecto Safdie e Arquitectura Moderna criticada





Arquitecto Safdie - Habitat 67 Canada - Le havre
Moshe Safdie é um importante arquitecto e urbanista israelense, tendo realizado várias obras pelo mundo fora . Safdie nasce em Israel, mas mudou-se ainda jovem para Montreal. Safdie foi colaborador de Louis Kahn. Inicia a sua actividade profissional na década de 60 e o seu mais importante contracto é a exposição mundial de 67 em Monreal.
Safdie é fundamental enquanto arquitecto pois reinterpreta a lógica de Kahn e eleva o pós-modernismos a um novo patamar. Desapareciam os arquitectos pioneiros do modernismo, mas aparecia uma nova geração irreverente que constroi um novo vocabulário formal adapatado a complexidade da sociedade que emerge do pós-guerra e com uma leitura da arquitectuera mais aberta a outras culturas como as do Médio Oriente. aliás, para um arquitecto como nós nos dias de hoje isso é algo fundamental
Habitat 67 é precisamente um bairro com estas características, inspira-se nas culturas populares do médio oriente e mostra como o vocabulário da arquitectura e dos arquitectos se pode abrir a outras formas que não simplesmente aquelas mais comuns do modernismo.
A história da arquitectura acelerava e Safdie foi sem dúvida um dos arquitectos que mais o permitiu.

11.29.2010

Arquitecto Candilis



Arquitecto Candilis Casas ATBAT em Marrocos 1956
Candilis é um arquitecto de uma família grega que nasce no azerbeijão e se forma em Atenas no segundo quartel do século XX. Trabalha com Le Corbusier na Unidade de Habitação de Marselha e é colega do nosso querido Nadir afonso. Candilis é um modernista por exelência e um modernista que adaptou estes conceitos a culturas tão distintas como a africana, muçulmana, etc...
O arquitecto Candilis é também o autor das famosas casas ATBAT em Marrocos. Se é verdade que Le Corbusier pensou colocar casas pátio na vertical, o arquitecto Candilis foi mais longe, construiu-as e adaptou-as ao estilo de vida muçulmano. Um conjunto de casas pátio associadas verticalmente e acedidas por uma galeria em que o sol penetra cada um dos pátios.
Enquanto arquitecto, devo referir que este projecto esteve na base da minha tese para um imóvel em Barcelona e desenvolvido com outros arquitectos da Utopia e que se trata de um extraordinário exemplo de modernidade ainda hoje.
O modernismo aplicava-se a culturas ancestrais e não só ao ocidente. Candilis foi sem dúvida o seu maior impulsionador.

10.25.2010

Arquitecto Novel - Hotel Sustentável






Arquitecto Jean Nouvel - Hotel Termal Sustentável em Dax - 1990

Este espaço de arquitectura tem sido sempre reservado para os arquitectos que embora já não possam executar projectos marcaram indubitavelmente os projectos de arquitectura dos arquitectos comtemporãneos. Ou seja tem sido um espaço do debate e do conhecimento acessível a todos.
No entanto, outros arquitectos, embora vivos, e talvez até por esse mesmo facto, não vêem o seu trabalho devidamente reconhecido. Refiro-me ao facto de determinarem os caminhos da arquitectura actual nalguns programas, mas isso não ser amplamente divulgado.
O Arquitecto Nouvel é disso exemplo. revolucionou o conceito de pele de edifício, inovou no conceito de centro comercial, museu, arranha-céus, enfim, cada programa que toca desenvolve abordagens diferentes, frequentemente polémicas e pouco consensuais.
O Hotel de Dax é disto exemplo. Revoluciona o conceito de turismo sustentável, de reabilitação urbana, e de construção junto do património do centro das cidades.
Como tenho desenvolvido recentemente, e enquanto arquitecto novos hoteis, percebo a dificuldade deste programa e o modo engenhoso como o arquitecto Nouvel trabalhou esta solução em França. Assim, o Hotel tem as persianas que recuperam a tradição da protecção solar tipicamente francesa, mas com grandes abertura, permitindo uma solução moderna na enorme eficiência energética mas clássica no uso de soluções que se integram na cidade. Isto garantiu ao arquitecto um respeito e um integração na cidade absolutamente cuidadosas. No interior um pátio com vegetação garante um atenuar das emissões de CO2 produzidas elo edifício.
No fundo o que o arquitecto Nouvel nos mostra é que podemos ser inovadores no que à sustentabilidade e modernidade diz respeito em cada novo programa sem prejuízo da cidade e inclusivamente em equipamentos tão difíceis como um hotel Termal.

9.13.2010

Arquitecto Haring






Arquitecto Hugo Haring - Garkau - Casa e quinta com instalações ago-pecuárias na Alemanha - 1924

O arquitecto Hugo Haring nasce em 1882 e vive até 1958. É um dos expoentes máximos da chamada arquitectura orgânica, tendo vários textos escritos sobre a importância de uma arquitectura mais próxima do Homem, da Natureza e dos seus princípios de desenho. Na realidade está muito à frente do seu tempo e poder-se-á dizer que defende já um verdadeiro programa de desenvolvimento rural.
No entanto, o seu trabalho é relativamente pouco conhecido. A quinta que projectou para Garkau é hoje objecto de Turismo Rural e muitos arquitectos a visitam para conhecer a obra deste arquitecto que procurama responder não só aos problemas funcionais da agricultura e pecuária, mas incorporando soluções com os materiais locais, madeira e tijolo.
O arquitecto Haring não precisava de betão para desenvolver uma arquitectura de espaços agrícolas modernos. A vacaria de Barkau é isto mesmo: uma arquitectura orgânica funcional apoiada em soluções constructivas que utilizam materiais tradicionais.
1924 e o arquitecto Hugo Haring, não nos davam apenas uma arquitectura moderna, davam-nos já uma arquitectura ecologicamente sustentável...
PS: Como arquitecto na Utopia, não posso deixar de referir que este projecto de arquitectura foi também ele objecto de discussão no nosso espaço de trabalho com os meus colegas arquitetos. Com as passadas candidaturas do PRODER-programa de desenvolvimento rural, QREN e atualmente o programa 2020, é algo de essencial analisar a produção agrícola em rigor. Mas devo acrescentar que que os projectos de arquitectura que pretendem modernizar o mundo rural, introduzir novos usos de Turismo Rural e permitir uma agricultura e pecuária funcionais sem descaracterizar a paisagem é fundamental.

8.13.2010

Arquitecto Doesburg e Arquitectos Arp e Tauber






Café-bar-discoteca Aubette - Arquitecto Van Doesburg e Hans Arp e Sophie Tauber - Estrasburgo- 1926
Em 1926 é encomendado à arquitecta Tauber e ao arquitecto Arp a difícil tarefa de desenvolver um café de multiplas actividades: cinema, dança, concertos e que representasse a modernidade e o futuro. Estes arquitectos perceberam a dificuldade da tarefa e conheciam bastante bem Van Doesburg e o seu trabalho como fundador do movimento De Stijl. Se Van Doesburg to tinha tido hipótese até à data de aplicar os novos conceitos enquanto trabalhos gráficos sobre outros projectos, tinha agora a oportunidade de aplicar o De Stijl à arquitectura.
O resultado é extraordinário. Relembro que estávamos em 1926. Neste projecto não há qualquer referência à arquitectura clássica. Tudo é desconstruído, Não existe a noção de tecto, rodapé ou elementos estruturais. Só existe a cor, o plano e a vontade de dar dinamismo sem deixar de exercer as funções tão simples como dançar, comer ou sentar.
O arquitecto Van doesburg prova que para revolucionar a arquitectura não seria preciso mais que um projecto de pequena dimensão.
Com o arquitecto Van Doesburg percebemos que a arquitectura tinha uma infinidade de possibilidades e que tudo não passava de um começo...
P.S.: Nos espaços de restauração que desenvolvi como arquitecto colaborador da Utopia, este projecto está sempre presente, na medida em que nos abre constantemente perspectivas de que tudo pode ser pensado de modo diferente e inovador. Consulte aqui a página que descreve a importância do arquiteto de um restaurante.

7.22.2010

Arquitecto moderno - anonimos de Casablanca





Arquitectos modernos anonónimos de Casablanca - anos 20
Postal ilustrado da arquitectura de Casablanca - anos 20

A inquietantante questão do anonimato na arquitectura moderna é poucas vezes abordada.
Os arquitectos gostam de construir a história da arquitectura moderna com base num relato em que os autores são conhecidos. Mas, e quando não o são? As obras perderão qualidade?
Qualquer um diria que não. Mas ao mesmo tempo, qualquer um não deixaria de concordar que essas obras tornam-se inquietantes e são relegadas para segundo plano... Pelo menos no que diz respeito à arquitectura moderna. Pois ninguém desvaloriza Katsura por não saber a rigor a história de quem o arquitectou...
Vejamos um exemplo: o modernimo art deco de Casablanca.
Protectorado francês no início do século XX apresenta uma extraordinária colecção de obras eruditas de arquitectura modernista. Muito pouco se conhece sobre os seus autores. Alguns sabemos que são marroquinos outros franceses e pouco mais... O esquecimento e a ausência de estudos académicos não apagam todavia a qualidade destas obras.
A modernidade e eudição de Viena e Paris parecem aqui ganhar outro sabor, um desenho mais quente, mais despreocupado, mas sem abandonar o requinte da proporção e do detalhe modernista dos anos 20. O arquitecto esse, mantêm-se no anonimato...As obras, essas, parecem brilhar por debaixo do pó, da degradação e do lixo das avenidas Mohamed V e Boulevard 11.
A arquitectura moderna transforma-se assim em cultura popular, como acontece fatalmente a toda e qualquer boa vanguarda...
P.S.: Como arquitecto ou como colaborador num grupo de arquitectos e artistas, gostava que os nossos projectos também eles se diluam no tempo e valham por aquilo que são e não por aquilo que os seus autores representam ...