4.28.2011

Recuperação reconstrução ou restauro e o arquitecto Pei







Recuperação, reconstrução e restauro dos edifícios do Museu do Louvre - Arquitecto Pei - Paris 1984


Hoje em dia a temática da recuperação ou reabilitação, da reconstrução e do restauro está muito presente dada a importância e a urgência da mesma na maior parte das cidades europeias. Creio que o exemplo doo arquitecto chinês, naturalizado americano Pei é essencial, sobretudo no que diz respeito à sua extraordinária obra no Louvre.

Na realidade o que Pei demonstra é precisamente aquilo que sucedeu na história a todos os edifícios históricos: o devir do tempo plasma-se sem preconceitos nos edifícios e estes apresentam a marca do tempo que atravessaram sem quaisquer complexos. As cadedrais do românico foram transformadas no período gótico, viram as suas fachadas alteradas no renanscimento e no barroco e assim sucessivamente...

Ora, Pei limita-se com mestria a recuperar um Edifício e devolve-lo ao seu tempo. O Louvre ganhou funçoes que não possuía e apresenta uma linguagem moderna que o enriquece, tendo nesse sentido sido uma recuperação ou reabilitação. Ao mesmo tempo houve um cuidadosos restauro e reconstrução de partes do edifício que saíram valorizadas enquanto património.

A lição do arquitecto Pei é a lição da coragem de intervir, de assumir a modernidade tal como o Louvre no seu tempo teve coragem de realizar uma das mais espantosas e inovadoras construções do seu tempo!



P.S.: O tema da recuperação, reabilitação, reconstrução e restauro de edifícios antigos está hoje em debate, mas infelizmente nem sempre possui os melhores exemplos para análise. Faço parte de um grupo de arquitectos que projectam a recuperação, reabilitação, reconstrução e restauro todos os dias e as maiores dificuldades que encontramos residem nos prazos de decisão das câmaras e em alguns construtores. Nestes dois campos temos muita margem de manobra para evoluir e permitir uma mais célere e melhor reabilitação do património Português.

3.28.2011

Reabilitação do arquitecto Grassi - Reabilitar?





A reabilitação do antigo edifício em ruínas do Teatro de Sagunto ( século I ) do arquitecto Giorgio Grassi com projecto de arquitectura de 1990





A reabilitação de edifícios nunca deixará de ser polémica. Já aqi falamos de Scarpa, falaremos de Pei , mas por agora, convém atentar nos projectos do arquitecto Grassi.

Grassi é um arquitecto italiano profundamente influenciado por Tessenow e Loos e por todo o neorealismo italiano. A modernidade de Grassi é incontestada, contudo fundamenta-se na história da arquitectura e no passado teórico destes arquitectos. O seu trabalho foi muitas vezes apelidado de racionalismo, pois Grassi procura reduzir as formas e os efeitos arquitectónicos a sua mais profunda simplicidade e elementaridade.

O trabalho do arquitecto Grassi é profundamente polémico no âmbito da reabilitação. Assim a reabilitação do Teatro Romano de Sagunto foi contestada por imensos historiadores e arquitectos. Grassi não fez mais do que reconstruir o Teatro Romano do século I com sem renunciar à modernidade e procurando marcar a diferença entre os materiais existentes do passado e a intervenção moderna, mas mantendo o uso e a funcionalidade do edifício. Imensos arquitectos protestaram estão contra a reabilitação deste antigo edifício em ruínas. Reabilitar segundo Grassi é continuar o processo do passado, tal como as catedrais góticas foram reabilitadas no renascimento, no barroco, e assim sucessivamente.

Independentemente da nossa opinião sobre o projecto de arquitectura, Grassi acabou com o preconceito da Modernidade relativamente a intervir em edifícios antigos. Reabilitar sempre foi o processo natural e o arquitecto moderno transformará os edifícios e verá certamente os seus próprios edifícios transformados. Grassi e Sagunto ficarão certamente do lado certo da Reabilitação e da História da Arquitectura e dos Arquitectos.


P.S.: No nosso gabinete de arquitectos a discussão sobre a reabilitação de edifícios antigos ou restauro envolve sempre este projecto de arquitectura de Sagunto com este magnífico teatro reabilitado.

2.27.2011

Arquitecto Corea - Arquitectura moderna escondida





Arquitecto Charles Correa - Casa Ramkrishna Ahmedabade, 1962

O arquitecto indiano Charles Correa é um personagem da arquitectura moderna algo esquecido e que vale sempre a pena recordar. O arquitecto Correa é fundamental na medida em que estende a cultura da arquitectura moderna de Le Corbusier às culturas asiáticas levando-as a um novo patamar.
A casa Ramkrishna é um exemplo da singularidade da arquitectura moderna de Correa. Uma casa de Tijolo e betão recheada de pátios interiores e iluminação zenital. Representa a adaptação da arquitectura moderna a um clima específico e a uma profunda naturalidade na relação com a Natureza que os edifícios de Le Corbusier, pelo qual o arquitecto nutria enorme admiração, nunca chegaram a obter.
Demolida em 1997 por uma India que não reconhece o esplendor do seu passado e dos mais ilustres cidadãos e arquitectos.
Como arquitecto, não consigo deixar esquecer esta obra-prima que mesmo demolida, constrói ainda a modernidade.

1.31.2011

Reabilitação da cidade de Bruno Taut pelos arquitectos comtemporâneos





A reabilitação dos conceitos dos edifícios Hufeisensiedlung em Berlim de Bruno Taut 1925 é urgente!
Berlim foi profundamente destruída na primeira guerra mundial.
No pós-guerra era importante realojar as populações e aproveitar a oportunidade para construir uma cidade melhor, mais amiga do ambiente e da natureza e com a escala adecuada de habitação serviços, comercio e indústria. Bruno Taut foi convidado para o projecto que ficou conhecido como ferradura: "Hufeisensiedlung".
Nos nossos dias é importante reabilitar estes conceitos e recentrar a arquitectura no seu objeto: "as pessoas". Esta é a lição que urge reabiltar do arquitecto Bruno Taut. O projecto Hufeisensiedlung traduz essa esperança da arquitectura como modo de reacionar o homem com a natureza.
A reabilitação desta naturalidade é a lição do arquitecto Taut, num mundo pleno de excentricidades estéticas a arquitectura verdadeiramente inovadora é aquela que verdadeiramente melhora a qualidade de vida do cidadão!
P.S.: Quando desenvolvo o tema da reabilitação de edifícios com outros arquitectos este projecto foi profundamente debatido pois considerámo-lo como um exemplo de qualidade urbana.

12.28.2010

Arquitecto Safdie e Arquitectura Moderna criticada





Arquitecto Safdie - Habitat 67 Canada - Le havre
Moshe Safdie é um importante arquitecto e urbanista israelense, tendo realizado várias obras pelo mundo fora . Safdie nasce em Israel, mas mudou-se ainda jovem para Montreal. Safdie foi colaborador de Louis Kahn. Inicia a sua actividade profissional na década de 60 e o seu mais importante contracto é a exposição mundial de 67 em Monreal.
Safdie é fundamental enquanto arquitecto pois reinterpreta a lógica de Kahn e eleva o pós-modernismos a um novo patamar. Desapareciam os arquitectos pioneiros do modernismo, mas aparecia uma nova geração irreverente que constroi um novo vocabulário formal adapatado a complexidade da sociedade que emerge do pós-guerra e com uma leitura da arquitectuera mais aberta a outras culturas como as do Médio Oriente. aliás, para um arquitecto como nós nos dias de hoje isso é algo fundamental
Habitat 67 é precisamente um bairro com estas características, inspira-se nas culturas populares do médio oriente e mostra como o vocabulário da arquitectura e dos arquitectos se pode abrir a outras formas que não simplesmente aquelas mais comuns do modernismo.
A história da arquitectura acelerava e Safdie foi sem dúvida um dos arquitectos que mais o permitiu.

11.29.2010

Arquitecto Candilis



Arquitecto Candilis Casas ATBAT em Marrocos 1956
Candilis é um arquitecto de uma família grega que nasce no azerbeijão e se forma em Atenas no segundo quartel do século XX. Trabalha com Le Corbusier na Unidade de Habitação de Marselha e é colega do nosso querido Nadir afonso. Candilis é um modernista por exelência e um modernista que adaptou estes conceitos a culturas tão distintas como a africana, muçulmana, etc...
O arquitecto Candilis é também o autor das famosas casas ATBAT em Marrocos. Se é verdade que Le Corbusier pensou colocar casas pátio na vertical, o arquitecto Candilis foi mais longe, construiu-as e adaptou-as ao estilo de vida muçulmano. Um conjunto de casas pátio associadas verticalmente e acedidas por uma galeria em que o sol penetra cada um dos pátios.
Enquanto arquitecto, devo referir que este projecto esteve na base da minha tese para um imóvel em Barcelona e desenvolvido com outros arquitectos da Utopia e que se trata de um extraordinário exemplo de modernidade ainda hoje.
O modernismo aplicava-se a culturas ancestrais e não só ao ocidente. Candilis foi sem dúvida o seu maior impulsionador.

10.25.2010

Arquitecto Novel - Hotel Sustentável






Arquitecto Jean Nouvel - Hotel Termal Sustentável em Dax - 1990

Este espaço de arquitectura tem sido sempre reservado para os arquitectos que embora já não possam executar projectos marcaram indubitavelmente os projectos de arquitectura dos arquitectos comtemporãneos. Ou seja tem sido um espaço do debate e do conhecimento acessível a todos.
No entanto, outros arquitectos, embora vivos, e talvez até por esse mesmo facto, não vêem o seu trabalho devidamente reconhecido. Refiro-me ao facto de determinarem os caminhos da arquitectura actual nalguns programas, mas isso não ser amplamente divulgado.
O Arquitecto Nouvel é disso exemplo. revolucionou o conceito de pele de edifício, inovou no conceito de centro comercial, museu, arranha-céus, enfim, cada programa que toca desenvolve abordagens diferentes, frequentemente polémicas e pouco consensuais.
O Hotel de Dax é disto exemplo. Revoluciona o conceito de turismo sustentável, de reabilitação urbana, e de construção junto do património do centro das cidades.
Como tenho desenvolvido recentemente, e enquanto arquitecto novos hoteis, percebo a dificuldade deste programa e o modo engenhoso como o arquitecto Nouvel trabalhou esta solução em França. Assim, o Hotel tem as persianas que recuperam a tradição da protecção solar tipicamente francesa, mas com grandes abertura, permitindo uma solução moderna na enorme eficiência energética mas clássica no uso de soluções que se integram na cidade. Isto garantiu ao arquitecto um respeito e um integração na cidade absolutamente cuidadosas. No interior um pátio com vegetação garante um atenuar das emissões de CO2 produzidas elo edifício.
No fundo o que o arquitecto Nouvel nos mostra é que podemos ser inovadores no que à sustentabilidade e modernidade diz respeito em cada novo programa sem prejuízo da cidade e inclusivamente em equipamentos tão difíceis como um hotel Termal.

9.13.2010

Arquitecto Haring






Arquitecto Hugo Haring - Garkau - Casa e quinta com instalações ago-pecuárias na Alemanha - 1924

O arquitecto Hugo Haring nasce em 1882 e vive até 1958. É um dos expoentes máximos da chamada arquitectura orgânica, tendo vários textos escritos sobre a importância de uma arquitectura mais próxima do Homem, da Natureza e dos seus princípios de desenho. Na realidade está muito à frente do seu tempo e poder-se-á dizer que defende já um verdadeiro programa de desenvolvimento rural.
No entanto, o seu trabalho é relativamente pouco conhecido. A quinta que projectou para Garkau é hoje objecto de Turismo Rural e muitos arquitectos a visitam para conhecer a obra deste arquitecto que procurama responder não só aos problemas funcionais da agricultura e pecuária, mas incorporando soluções com os materiais locais, madeira e tijolo.
O arquitecto Haring não precisava de betão para desenvolver uma arquitectura de espaços agrícolas modernos. A vacaria de Barkau é isto mesmo: uma arquitectura orgânica funcional apoiada em soluções constructivas que utilizam materiais tradicionais.
1924 e o arquitecto Hugo Haring, não nos davam apenas uma arquitectura moderna, davam-nos já uma arquitectura ecologicamente sustentável...
PS: Como arquitecto na Utopia, não posso deixar de referir que este projecto de arquitectura foi também ele objecto de discussão no nosso espaço de trabalho com os meus colegas arquitetos. Com as passadas candidaturas do PRODER-programa de desenvolvimento rural, QREN e atualmente o programa 2020, é algo de essencial analisar a produção agrícola em rigor. Mas devo acrescentar que que os projectos de arquitectura que pretendem modernizar o mundo rural, introduzir novos usos de Turismo Rural e permitir uma agricultura e pecuária funcionais sem descaracterizar a paisagem é fundamental.

8.13.2010

Arquitecto Doesburg e Arquitectos Arp e Tauber






Café-bar-discoteca Aubette - Arquitecto Van Doesburg e Hans Arp e Sophie Tauber - Estrasburgo- 1926
Em 1926 é encomendado à arquitecta Tauber e ao arquitecto Arp a difícil tarefa de desenvolver um café de multiplas actividades: cinema, dança, concertos e que representasse a modernidade e o futuro. Estes arquitectos perceberam a dificuldade da tarefa e conheciam bastante bem Van Doesburg e o seu trabalho como fundador do movimento De Stijl. Se Van Doesburg to tinha tido hipótese até à data de aplicar os novos conceitos enquanto trabalhos gráficos sobre outros projectos, tinha agora a oportunidade de aplicar o De Stijl à arquitectura.
O resultado é extraordinário. Relembro que estávamos em 1926. Neste projecto não há qualquer referência à arquitectura clássica. Tudo é desconstruído, Não existe a noção de tecto, rodapé ou elementos estruturais. Só existe a cor, o plano e a vontade de dar dinamismo sem deixar de exercer as funções tão simples como dançar, comer ou sentar.
O arquitecto Van doesburg prova que para revolucionar a arquitectura não seria preciso mais que um projecto de pequena dimensão.
Com o arquitecto Van Doesburg percebemos que a arquitectura tinha uma infinidade de possibilidades e que tudo não passava de um começo...
P.S.: Nos espaços de restauração que desenvolvi como arquitecto colaborador da Utopia, este projecto está sempre presente, na medida em que nos abre constantemente perspectivas de que tudo pode ser pensado de modo diferente e inovador. Consulte aqui a página que descreve a importância do arquiteto de um restaurante.

7.22.2010

Arquitecto moderno - anonimos de Casablanca





Arquitectos modernos anonónimos de Casablanca - anos 20
Postal ilustrado da arquitectura de Casablanca - anos 20

A inquietantante questão do anonimato na arquitectura moderna é poucas vezes abordada.
Os arquitectos gostam de construir a história da arquitectura moderna com base num relato em que os autores são conhecidos. Mas, e quando não o são? As obras perderão qualidade?
Qualquer um diria que não. Mas ao mesmo tempo, qualquer um não deixaria de concordar que essas obras tornam-se inquietantes e são relegadas para segundo plano... Pelo menos no que diz respeito à arquitectura moderna. Pois ninguém desvaloriza Katsura por não saber a rigor a história de quem o arquitectou...
Vejamos um exemplo: o modernimo art deco de Casablanca.
Protectorado francês no início do século XX apresenta uma extraordinária colecção de obras eruditas de arquitectura modernista. Muito pouco se conhece sobre os seus autores. Alguns sabemos que são marroquinos outros franceses e pouco mais... O esquecimento e a ausência de estudos académicos não apagam todavia a qualidade destas obras.
A modernidade e eudição de Viena e Paris parecem aqui ganhar outro sabor, um desenho mais quente, mais despreocupado, mas sem abandonar o requinte da proporção e do detalhe modernista dos anos 20. O arquitecto esse, mantêm-se no anonimato...As obras, essas, parecem brilhar por debaixo do pó, da degradação e do lixo das avenidas Mohamed V e Boulevard 11.
A arquitectura moderna transforma-se assim em cultura popular, como acontece fatalmente a toda e qualquer boa vanguarda...
P.S.: Como arquitecto ou como colaborador num grupo de arquitectos e artistas, gostava que os nossos projectos também eles se diluam no tempo e valham por aquilo que são e não por aquilo que os seus autores representam ...

6.19.2010

Arquitectos portugueses desconhecidos...








Arquitecto Ruy Jervis d 'Athouguia. Casa Sande e Castro - 1956 - Cascais
Fotografias de : Ana Tostões "Os verdes anos da arquitectura Portuguesa dos anos 50"

Alguns arquitectos portugueses permanecem no esquecimento não se sabe muito bem porquê... Ou melhor, sabe-se, mas é relativamente inconveniente dizê-lo. Podem ser personagens fundadores do modernismo em Portugal, absolutamente revolucionários para a época, mas o simples facto de não alinharem no discurso político maioritário relega-os para segundo plano.
O arquitecto Ruy Jervis d'Athouguia é um destes exemplos. Politicamente militante pelas causas mais comuns à direita monárquica Portuguesa, viu a sua obra praticamente esquecida, senão deliberadamente omitida. Ana Tostões, honra lhe seja jeita, recoloca Athouguia na história da arquitectura poruguesa dando-lhe enorme destaque no seu livro "Os verdes anos da arquitectura portuguesa dos anos 50".
Se é evidente que este arquitecto era conservador, no que à politica diz respeito, relativamente à arquitectura a verdade é que está no que de mais revolucionário e inovador se fazia nos anos 50. E veja-se a qualidade técnica do detalhe minimalista, nas tangentes entre os acabamentos, no rigor conceptual dos planos e no uso dos muros de granito, adaptando as imagens "Miesianas" à tradição constructiva portuguesa.
Veja-se a Casa Sande e Castro. O que vemos? O arquitecto Souto de Moura a preto e branco? Um Barragán em Portugal? Não podemos deixar de reconhecer que todo o trabalho de adaptação da linguagem minimalista à cultura constructiva do lugar é feito com maestria já em 1956. Estes modelos ainda hoje mais de meio século são repetidos pelos arquitectos até à exaustão...
Aliás, ainda hoje no atelier onde colaboro com outros arquitetos do Porto nos aparecem clientes com imagens de revista a pedirem-nos projectos de casas com as mesmas referências...
Mas, imagine-se o quanto a sociedade mais conservadora (à qual Athouguia pertencia) consideraria a sua obra? Preso entre dois mundos, o conservador de direita que odeia a modernidade e o revolucionário de esquerda que tem ódio à aristocracia portuguesa, o arquitecto Athouguia ficará para sempre como uma voz autêntica do modernismo Português.
Ocultada, mas não esquecida...
P.S.: Athouguia é co-autor juntamente com os arquitectos Alberto Pessoa, Pedro Cid, Gonçalo Ribeiro Telles e António Viana Barreto de uma obra de enorme referência da modernidade portuguesa: Museu da Fundação Calouste Gulbenkian